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25 de agosto de 2011

Frequência cardíaca e treinamento de corrida


Durante a corrida o aumento da frequência cardíaca é desencadeada pela necessidade do organismo de receber mais oxigênio para que o atleta continue a manter seu ritmo de corrida, se este limite for ultrapassado, falta oxigênio para o trabalho e o lactado começa a se formar, limitando assim o trabalho físico.

Assim encontramos o motivo pelo qual manter o ritmo cardíaco é a melhor forma de se conseguir bons resultados. Se corrermos dentro deste limite de fornecimento de oxigênio do organismo o trabalho será sempre aeróbico. Porém qual seria este ritmo a ser seguido?

A intensidade da frequência cardíaca deve corresponder a seus objetivos; para se perder peso deve-se correr por um tempo maior mantendo um frenquência de 55 a 65% da máxima estipulada, entre 65% e 80% já estamos trabalhando uma melhora no sistema aeróbico, melhorando assim nosso condicionamento e acima de 80 % o esforço já será um trabalho intenso elevando o limiar anaeróbico (produção de lactato). É a correta utilização destas intensidades durante os ciclos de treinamentos que fazem os corredores terem uma melhora mais eficiente.

Sendo assim podemos nos perguntar, corredores de elite geralmente usam frequencimetros nos seus treinos? Acho que a maioria das respostas será um grande não, más por quê? O motivo é simples quando treinamos por muitos anos aprendemos a ter uma percepção de esforço, ou seja, um atleta experiente não necessita ter um monitor para treinar na intensidade correta, ele já aprendeu isso durante décadas de treinamento e mesmo porque seu treino se baseia muito em ritmos de distâncias e tempos.

Agora vem a questão, devo jogar meu monitor fora? Claro que não, quem sabe utilizar este artifício, tem uma ferramenta a mais para melhorar. Principalmente aqueles que estão iniciando na corrida devem ter um monitor e procurar seguir as intensidades pré-estabelecidas, porém o monitor não deve ser uma muleta impedindo o atleta de melhorar, pois o que ocorre é que muitos atletas iniciantes ficam presos àquela famosa fórmula de Karvonen que é 220 – a idade, e treinam baseados nela. Há pessoas que a freqüência máxima é bem diferente do que a apresentada na fórmula. Possuo atletas que atingem freqüências de 195 batimentos em treinos, possuindo 37 anos como o Marcos Rogério e outros que poderiam atingir um ritmo maior, porém nos treinos mais fortes ficam abaixo deste limite.

O correto é fazer um teste de esforço ergométrico para se ter a freqüência real e a partir deste resultado traçar seus objetivos.

Outro fator que devemos nos ater é que se vou fazer um treino que minha freqüência deva ficar em 65% da máxima e escolho um percurso com muitas subidas dificilmente manterei aquela freqüência, pois durante a subida meu batimento aumentará consideravelmente apesar de estar correndo no mesmo ritmo.

Então observamos que o monitor cardíaco é uma excelente ferramenta para auxiliar no treinamento de qualquer atleta, principalmente os iniciantes, porém a percepção de esforço do atleta deve ser treinada juntamente, pois o dia que você não tiver o monitor poderá treinar seguramente dentro do estabelecido, por isso você que usa monitor utilize ele em seu auxilio não como um objeto limitador, procure um médico para avaliar sua real frenquência cardíaca máxima e tenha um excelente companheiro de corrida.

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